Como entrar com ação trabalhista: guia prático para reivindicar seus direitos

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Trabalhador brasileiro reunindo documentos para entrar com ação trabalhista.

Como entrar com ação trabalhista: guia prático para reivindicar seus direitos

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✨ Introdução

Como entrar com ação trabalhista é uma dúvida comum de quem se sente prejudicado após trabalhar sem receber todos os direitos previstos na CLT. Muitas vezes, o trabalhador não sabe por onde começar, quais documentos precisa apresentar ou se é possível fazer isso sem um advogado.

⚖️ Este artigo foi escrito com base exclusivamente em leis e decisões reais, trazendo explicações claras, exemplos práticos e orientações seguras sobre:

  • ✅ Quem pode ajuizar a ação trabalhista
  • 📅 Qual é o prazo para pedir na Justiça
  • 🏢 Como funciona o processo e onde dar entrada
  • 🆓 Quando é possível fazer o pedido gratuitamente
  • 📄 Quais documentos são essenciais para não perder seu direito

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📘 O que é ação trabalhista e para que serve na prática?

A ação trabalhista é o instrumento jurídico previsto na CLT (art. 839) para o trabalhador reivindicar direitos descumpridos pelo empregador. Ela é ajuizada na Justiça do Trabalho e pode envolver pedidos como pagamento de férias, 13º, FGTS, horas extras e verbas rescisórias.

Na prática, serve para corrigir irregularidades cometidas durante o contrato de trabalho e garantir que o trabalhador receba tudo o que a lei prevê.

📚 Exemplo real:
Um operador de caixa que trabalhou durante anos sem receber horas extras ajuizou ação trabalhista e conseguiu receber valores referentes às horas excedentes da jornada, com base no art. 7º, XIII e XVI, da Constituição Federal, que garante o pagamento de adicional para quem trabalha além da jornada legal.

📌 Importante saber:

📄 É preciso apresentar provas do vínculo e das verbas não pagas.

⚖️ A ação pode ser protocolada pelo próprio trabalhador (jus postulandi) até a segunda instância, mas o auxílio de um advogado ou sindicato é altamente recomendado para evitar erros.


👥 Quem pode entrar com ação trabalhista?

Podem ajuizar a ação trabalhista:

  • 👩‍💼 Empregados com vínculo formal
  • 🏢 Empregadores, quando precisarem apresentar defesa
  • ✊ Sindicatos, em nome de seus filiados
  • 🏛️ Ministério Público do Trabalho, em situações coletivas

A Emenda Constitucional nº 45/2004 ampliou o acesso à Justiça do Trabalho para incluir autônomos, estagiários e voluntários, quando o serviço prestado gerar vínculo reconhecido pela lei.

🏢 Como entrar com ação trabalhista contra a empresa?

Para entrar com ação trabalhista contra a empresa, você deve ajuizar a reclamação trabalhista na Vara do Trabalho competente, normalmente na cidade onde prestou serviços.

📄 Documentos mais importantes:

  • CTPS com anotações de vínculo
  • Holerites e comprovantes de pagamento
  • TRCT (Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho)
  • Extratos de FGTS
  • Mensagens, e-mails e testemunhas que comprovem a situação

⚖️ Após a petição inicial, a Justiça marcará audiência para tentativa de acordo. Se não houver conciliação, o processo segue para julgamento.


📅 Quando posso entrar com a ação e qual é o prazo?

O trabalhador pode entrar com ação trabalhista em qualquer momento, inclusive enquanto ainda trabalha na empresa. Também é possível ajuizar após o término do contrato, respeitando os prazos legais.

🏢 Posso entrar com a ação trabalhista mesmo estando empregado?

👉 Sim, a lei não impede o trabalhador de processar a empresa enquanto ainda está empregado. No entanto, é importante avaliar os impactos na relação profissional, pois o processo pode gerar desconfortos no ambiente de trabalho.

📌 Dica prática: Quando possível, procure orientação jurídica para entender os riscos antes de ajuizar a ação enquanto ainda está contratado.

📅 Qual o prazo máximo após a demissão para ajuizar a ação?

O prazo é de até 2 anos após a rescisão do contrato de trabalho, chamado de prescrição bienal (art. 7º, XXIX, da Constituição Federal).

📚 Exemplo prático:
Se você foi demitido em março de 2023, pode ajuizar a ação até março de 2025.

📆 Até quantos anos de direitos posso cobrar na Justiça do Trabalho?

Mesmo dentro do prazo de 2 anos, só é possível cobrar valores referentes aos últimos 5 anos de contrato, chamado de prescrição quinquenal.

📌 Exemplo: Se você entrou com a ação em 2025, poderá pedir valores de 2020 em diante.

⚠️ Erro comum: Muitos trabalhadores deixam passar o prazo de 2 anos e perdem completamente o direito de ajuizar a ação.


📅 Entenda a diferença entre os prazos de 2 anos e 5 anos na ação trabalhista

Muitos trabalhadores confundem os prazos para ajuizar a ação trabalhista e para cobrar valores devidos. Na verdade, existem dois prazos diferentes, previstos no art. 7º, inciso XXIX, da Constituição Federal e no art. 11 da CLT.

⏳ Prazo de 2 anos (prescrição bienal)

O trabalhador tem até 2 anos após o término do contrato de trabalho para ajuizar a ação trabalhista.
Se esse prazo for ultrapassado, perde totalmente o direito de entrar com a ação.

📌 Exemplo: Se você foi demitido em 01/06/2023, o último dia para ajuizar a ação será em 01/06/2025.

📆 Prazo de 5 anos (prescrição quinquenal)

Mesmo ajuizando a ação dentro do prazo de 2 anos, só podem ser cobrados direitos referentes aos últimos 5 anos anteriores à data do ajuizamento.
Valores de períodos anteriores a 5 anos são automaticamente perdidos.

📌 Exemplo prático completo:
Imagine que você trabalhou de 2015 a 2025 e foi demitido em julho de 2025, após 10 anos na empresa.
Se você ajuizar a ação em 2026, estará dentro do prazo de 2 anos (prescrição bienal).
➡️ Porém, só poderá cobrar verbas trabalhistas de 2021 a 2025, pois a lei limita a cobrança aos últimos 5 anos (prescrição quinquenal).
➡️ Valores de 2015 a 2020 não poderão mais ser cobrados.

⚠️ Exceções importantes

Existem situações específicas em que os prazos podem ser contados de forma diferente:

👶 Menores de 18 anos: o prazo só começa a contar a partir da maioridade.

⚖️ Reconhecimento de vínculo empregatício para fins previdenciários: é possível ajuizar mesmo após o prazo bienal, pois a prescrição não atinge esse pedido específico.

🩺 Doenças ocupacionais ou acidentes de trabalho: a contagem do prazo pode começar na data da constatação da doença, não na rescisão.

⏸️ Prescrição intercorrente: acontece depois que a ação trabalhista já foi ajuizada e chegou na fase de execução (quando o juiz já decidiu, e agora é hora de cobrar os valores). Se, nessa fase, o trabalhador ou seu advogado não tomar nenhuma providência por mais de 2 anos, o juiz pode extinguir o processo, e o trabalhador perde o direito de continuar cobrando.

📌 Exemplo prático:

Você entrou com a ação, ganhou a causa e o juiz mandou a empresa pagar. Mas a empresa não pagou e foi necessário executar a decisão. Se você ficar mais de 2 anos sem apresentar pedido, indicar bens da empresa ou dar andamento ao processo, o juiz pode reconhecer a prescrição intercorrente e encerrar o caso.

📌 Resumo prático:

  • Prazo de 2 anos: limite para ajuizar a ação após a demissão.
  • Prazo de 5 anos: limite para cobrar valores retroativos, mesmo dentro dos 2 anos.

✅ Dica: Quem trabalhou muitos anos na mesma empresa deve agir logo após a rescisão, pois valores mais antigos podem se perder pela prescrição quinquenal.


📍 Onde posso entrar com a ação trabalhista?

Você pode entrar com a ação trabalhista presencialmente na Vara do Trabalho ou de forma online pelo sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico).

📌 Opções para dar entrada na ação:

  • 🏛️ Presencialmente: no balcão da Vara do Trabalho da cidade onde você trabalhou.
  • 💻 Online: com petição assinada digitalmente, via PJe, normalmente com auxílio de advogado.
  • ✊ Por sindicato: algumas categorias oferecem assistência jurídica gratuita aos filiados.

⚖️ A competência territorial é geralmente definida pelo local da prestação de serviços, mas pode haver exceções, como no caso de trabalhadores externos que atuam em várias cidades.

📌 Dica prática: Se optar por ajuizar sozinho (jus postulandi), basta levar a petição escrita com os documentos na Vara do Trabalho. Caso prefira o online, é necessário certificado digital ou auxílio de advogado.


⚙️ Como funciona o processo para entrar com ação trabalhista?

O processo trabalhista tem etapas claras: petição inicial, audiência de conciliação, produção de provas, sentença e eventuais recursos.

📄 Passo a passo básico:

  1. ✍️ Petição inicial: descreve a situação e os pedidos.
  2. 📅 Audiência inicial: tentativa de acordo entre as partes.
  3. 👨‍⚖️ Produção de provas: depoimentos, testemunhas e documentos são analisados.
  4. ⚖️ Sentença: o juiz decide se o trabalhador tem direito às verbas pedidas.
  5. 📄 Recursos: caso uma das partes não concorde com a decisão, pode recorrer.

📌 Tempo médio: Uma ação pode levar de meses a alguns anos, dependendo da complexidade, quantidade de provas e recursos apresentados.


📄 Quais documentos e requisitos são exigidos para solicitar a ação?

O documento mais importante é a CTPS (Carteira de Trabalho e Previdência Social), mas outras provas aumentam as chances de sucesso.

📄 Documentos essenciais:

  • ✅ CTPS com registro de vínculo
  • ✅ Holerites e comprovantes de pagamento
  • ✅ TRCT (Termo de Rescisão do Contrato)
  • ✅ Extratos do FGTS
  • ✅ Mensagens, e-mails, fotos ou vídeos que comprovem a situação
  • ✅ Indicação de testemunhas (nome e contato)

📌 Importante: Quanto mais provas, mais fácil será demonstrar o direito na Justiça do Trabalho.


⚠️ Quais são os riscos mais comuns e erros que devem ser evitados?

O maior risco é perder o prazo de 2 anos para entrar com a ação, ou apresentar documentos insuficientes.

⚠️ Erros frequentes:

  • 📅 Aguardar demais e deixar o prazo prescrever.
  • 📄 Não juntar provas documentais suficientes.
  • 👥 Confiar apenas em testemunhas sem apresentar comprovantes.
  • 🏛️ Protocolar a ação em Vara do Trabalho errada (incompetência territorial).

📌 Dica prática: Sempre que possível, consulte um advogado ou sindicato antes de protocolar a ação para evitar falhas técnicas.


⚖️ O que diz a lei e a jurisprudência sobre a ação trabalhista?

A CLT (arts. 839 e 791) e a Constituição Federal (art. 7º, XXIX) são as principais normas que regulam a ação trabalhista.

📚 Base legal:

  • 📘 CLT – art. 839: estabelece quem pode apresentar reclamação trabalhista.
  • 📘 CLT – art. 791: permite ao trabalhador ajuizar a ação sem advogado (jus postulandi).
  • 📘 CF/88 – art. 7º, XXIX: define prazos de prescrição para reclamar direitos trabalhistas.
  • 📘 Súmula 463 do TST: garante a possibilidade de justiça gratuita para quem comprovar insuficiência de recursos.

📌 Exemplo real: Em diversos julgados, os tribunais têm reconhecido a importância de provas documentais sólidas para comprovar vínculo e verbas devidas. Um trabalhador que apresentou apenas testemunhas, sem documentos, teve parte dos pedidos indeferidos por falta de prova robusta.


📌 O que fazer na prática para não perder o seu direito?

Para entrar com ação trabalhista corretamente, você deve organizar documentos, respeitar prazos e buscar orientação jurídica sempre que possível.

📄 Passo a passo essencial:

  1. 📂 Reúna todos os documentos: CTPS, holerites, TRCT, extratos de FGTS e provas do vínculo.
  2. 📅 Verifique o prazo: 2 anos após a rescisão, podendo cobrar apenas os últimos 5 anos.
  3. 🏛️ Escolha a forma de ajuizar: presencial na Vara do Trabalho, online pelo PJe ou via sindicato.
  4. ⚖️ Avalie a necessidade de advogado: é possível ajuizar sem advogado (jus postulandi), mas o auxílio profissional evita erros.
  5. 📌 Acompanhe o processo: compareça às audiências e apresente todas as provas.

✅ Dica prática: Quanto mais provas você apresentar, maiores as chances de obter sucesso na Justiça do Trabalho.


❌ Quais prejuízos podem ocorrer se ignorar esse direito?

Ignorar seus direitos trabalhistas pode gerar perdas financeiras irreversíveis, pois após o prazo de 2 anos você não poderá mais entrar com a ação.

📌 Principais prejuízos:

  • 💸 Perda de valores devidos, como FGTS, férias e horas extras.
  • 🕑 Prescrição total do direito de reclamar na Justiça.
  • 📄 Dificuldade em comprovar irregularidades com o passar do tempo.

⚠️ Erro comum: Aguardar demais esperando acordo com a empresa e perder completamente o prazo para ajuizar a ação.


🧠 Você sabia? (Curiosidades sobre ações trabalhistas)

  • 📊 Em 2024, mais de 2 milhões de novas ações trabalhistas foram ajuizadas no Brasil (Fonte: Justiça do Trabalho).
  • ⚖️ A maioria dos processos envolve verbas rescisórias, horas extras e FGTS não pago.
  • 📅 O prazo de 2 anos após a rescisão é fatal: depois dele, a Justiça extingue o direito de ajuizar a ação.


✅ Para que serve a ação trabalhista?

A ação trabalhista serve para garantir que o trabalhador receba todos os direitos previstos na CLT, corrigindo irregularidades e evitando prejuízos financeiros.

📌 Na prática, ela pode:

  • 💰 Recuperar verbas não pagas, como salários, férias e FGTS.
  • 🛡️ Proteger direitos em caso de demissão injusta.
  • 📜 Registrar oficialmente as irregularidades, servindo como prova futura.

🔴 Dores e riscos jurídicos mais comuns

Ao entrar com ação trabalhista, alguns erros podem gerar prejuízos e até a perda do processo.

⚠️ Principais riscos:

  • 📅 Perder o prazo de 2 anos após a rescisão.
  • 📄 Não apresentar documentos suficientes, deixando a prova apenas para testemunhas.
  • 🏛️ Protocolar na Vara errada, gerando demora com declínio de competência.
  • 💸 Não calcular corretamente os valores, levando a pedidos inconsistentes.

📌 Dica prática: Sempre organize seus comprovantes e, se possível, busque orientação profissional para evitar falhas processuais.


📋 Passo a passo para entrar com ação trabalhista

Entrar com ação trabalhista exige organização, provas e atenção aos prazos legais. Seguir um passo a passo ajuda a evitar erros e aumenta as chances de sucesso no processo.

1. Organize todos os documentos

  • 📄 CTPS (Carteira de Trabalho)
  • 📄 Holerites, recibos e comprovantes de pagamento
  • 📄 TRCT (Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho)
  • 📄 Extratos do FGTS e do INSS
  • 📄 Provas adicionais: mensagens, e-mails ou testemunhas

📌 Dica prática: Quanto mais provas documentais, maiores as chances de o juiz reconhecer seus direitos.

2. Avalie se vai com Advogado ou sozinho

  • ✅ Pela lei, é possível ajuizar a ação sem Advogado (jus postulandi), indo direto à Vara do Trabalho.
  • ⚠️ Porém, ter um advogado especializado em Direito do Trabalho aumenta as chances de sucesso, pois ele saberá calcular corretamente os valores e elaborar a petição de forma técnica.

3. Elabore a petição inicial com atenção aos detalhes

A petição inicial é o documento que dá início à ação trabalhista. Nela devem estar descritos, de forma clara:

  • 📄 Os fatos ocorridos e as irregularidades cometidas pelo empregador.
  • ⚖️ Os direitos que foram violados, com base na CLT e na Constituição Federal.
  • 💰 O valor estimado da causa, calculado a partir das verbas que estão sendo cobradas.
  • 📑 As provas que serão apresentadas, como holerites, extratos do FGTS, e-mails, mensagens e testemunhas.
  • 📌 O pedido de justiça gratuita, caso você não tenha condições de pagar as custas do processo (art. 790, §§ 3º e 4º, da CLT).

🔹 Embora seja possível elaborar a petição sozinho, a atuação de um advogado trabalhista é extremamente importante. Ele saberá:

  • 📌 Identificar todos os direitos violados e evitar que verbas sejam esquecidas.
  • 📌 Calcular corretamente os valores devidos, incluindo reflexos em férias, 13º salário e FGTS.
  • 📌 Elaborar a petição com fundamentação jurídica sólida, aumentando as chances de êxito no processo.

➡️ Com o auxílio de um advogado, você evita erros formais ou pedidos mal calculados, que são causas frequentes de indeferimento ou perda parcial de direitos na Justiça do Trabalho.

🏛️ 4. Protocole a ação trabalhista

Existem três formas de protocolar a ação, dependendo da sua situação:

📍 1. Presencialmente na Vara do Trabalho

Você pode ir até a Vara do Trabalho da sua cidade com todos os documentos. Um servidor irá registrar a sua reclamação, mesmo que você não tenha advogado.

💻 2. Online pelo sistema PJe

É possível ajuizar a ação pela internet usando o sistema PJe (Processo Judicial Eletrônico).

  • Para protocolar a petição e anexar documentos, é obrigatório ter certificado digital.
  • Sem certificado digital, é possível apenas fazer consultas e acompanhar processos.

🤝 3. Via sindicato ou advogado

O sindicato pode oferecer assistência jurídica gratuita para ajuizar a ação.
Mesmo sendo possível entrar sozinho com o processo, ter um advogado trabalhista aumenta muito as chances de sucesso, porque ele vai:

  • Calcular corretamente as verbas devidas.
  • Elaborar a petição com fundamentação jurídica sólida.
  • Garantir que todos os direitos sejam pedidos de forma adequada.

📌 Dica prática: Se você optar por entrar sozinho com a ação, vá presencialmente à Vara do Trabalho. Para peticionar online com segurança, é necessário ter certificado digital e conhecimento básico do PJe.

👩‍⚖️ 5. Compareça à audiência

  • Na audiência, pode haver tentativa de acordo.
  • Se não houver acordo, serão colhidas as provas e os depoimentos.

📜 6. Acompanhe a sentença e possíveis recursos

  • Se a decisão for favorável, será iniciada a fase de execução para receber os valores.
  • Se não concordar com a decisão, procure um advogado para analisar a possibilidade de recurso.

⚠️ Erro comum: Entrar com a ação sem provas suficientes ou perder os prazos de 2 anos (para ajuizar) e 5 anos (para cobrar valores).

🔰 Mesmo sendo possível ajuizar sozinho, procurar um advogado trabalhista é a forma mais segura de garantir que a ação seja bem estruturada e que seus direitos sejam corretamente calculados e defendidos.


❓ FAQ – Perguntas Frequentes

1. Como entrar com ação trabalhista sem advogado?

Você pode ajuizar pessoalmente (jus postulandi) até a segunda instância, apresentando petição escrita na Vara do Trabalho.

⚖️ Porém, um advogado ou sindicato aumenta as chances de sucesso, pois a Justiça exige fundamentos legais e provas adequadas. Sem orientação, é comum cometer erros que podem levar ao indeferimento do pedido.

2. Como entrar com ação trabalhista gratuita?

Basta pedir a justiça gratuita na petição inicial, comprovando que não tem condições de pagar as custas (CLT, art. 790 §3º).

📌 Quem comprovar insuficiência financeira tem direito a isenção de custas e despesas processuais. Se o juiz conceder o benefício, você poderá mover o processo sem custos iniciais.

3. Posso entrar com ação trabalhista contra a empresa onde trabalho?

Sim, é possível ajuizar a ação mesmo estando empregado.

⚠️ No entanto, pode haver desgaste na relação de trabalho. Por isso, é essencial avaliar os riscos com apoio de advogado ou sindicato antes de dar entrada na ação.

4. Qual é o prazo para entrar com ação trabalhista?

O prazo é de até 2 anos após a rescisão.

📌 Após esse período, ocorre prescrição bienal e o direito de ajuizar a ação é extinto. Por isso, não espere demais para buscar seus direitos.

5. Quais documentos preciso levar para entrar com ação trabalhista?

CTPS, holerites, TRCT, extratos de FGTS, mensagens e testemunhas.

📌 Quanto mais provas você apresentar, mais chances terá de comprovar os fatos perante a Justiça do Trabalho.


📚 Glossário

⚖️ CLT:

Consolidação das Leis do Trabalho, principal lei trabalhista.

📄 Petição Inicial:

Documento que dá início à ação judicial.

🏛️ Vara do Trabalho:

Órgão da Justiça do Trabalho onde o processo é ajuizado.

🧾 TRCT:

Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho.

📅 Prescrição Bienal:

Prazo de 2 anos para ajuizar a ação após a rescisão.

📆 Prescrição Quinquenal:

Limite de 5 anos para cobrar valores trabalhistas.

👨‍⚖️ Audiência:

Etapa do processo em que ocorre a tentativa de acordo e depoimentos.

💼 FGTS:

Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, depósito obrigatório do empregador.

📝 Holerite:

Comprovante de pagamento do salário.

🏢 Jus Postulandi:

Direito de ajuizar ação sem advogado até a segunda instância.


🤝 Conclusão

Entrar com ação trabalhista é uma forma legítima de exigir que seus direitos sejam respeitados. A CLT e a Constituição Federal garantem que todo trabalhador tenha acesso à Justiça para cobrar valores não pagos, corrigir irregularidades e buscar um ambiente de trabalho mais justo.

Para aumentar as chances de sucesso, é fundamental:

  • 📄 Organizar todos os documentos e provas.
  • 📅 Respeitar os prazos de 2 anos (prescrição bienal) e 5 anos (prescrição quinquenal).
  • ⚖️ Buscar orientação de um advogado ou sindicato, mesmo sendo possível ajuizar a ação sem advogado.

👉 Lembre-se: cada caso tem suas particularidades. A informação correta é a sua maior aliada para não perder prazos e garantir que o processo seja feito da forma certa.

🔰 No souadvogado.com você encontra informações seguras e acessíveis para tomar decisões com respaldo jurídico. Em caso de dúvida ou conflito, procure a Defensoria Pública ou um Advogado Especializado em Direito do Trabalho.

🚨 Aviso Legal: Este conteúdo tem caráter informativo e educativo. Não substitui a análise individualizada feita por um Advogado. As situações apresentadas são exemplificativas e podem variar conforme os fatos concretos, provas disponíveis e interpretação judicial.

Sou Advogado.


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🌐 Links externos

🔗 Constituição da República Federativa do Brasil

🔗 Decreto-lei nº 5452/1943 – Consolidação das Leis do Trabalho


📚 Fontes Jurídicas Utilizadas

📘 Constituição Federal – Art. 7º, inciso XXIX
Estabelece o prazo de prescrição bienal (2 anos) e quinquenal (5 anos) para reclamar direitos trabalhistas.

📚 CLT – Art. 839
Define quem pode ajuizar a reclamação trabalhista: empregado, empregador, sindicato e Ministério Público do Trabalho.

📚 CLT – Art. 791
Autoriza o jus postulandi, permitindo ao trabalhador ajuizar a ação sem advogado até a segunda instância.

📚 CLT – Art. 790, §§ 3º e 4º
Dispõe sobre a concessão da justiça gratuita na Justiça do Trabalho e os critérios para sua aplicação.

⚖️ Súmula 463 do TST
Dispõe que, para concessão da justiça gratuita, basta a declaração de hipossuficiência econômica apresentada pela parte, salvo prova em contrário.

🧾 Emenda Constitucional nº 45/2004
Ampliou a competência da Justiça do Trabalho, incluindo novas categorias como autônomos, estagiários e voluntários.

📊 Relatório Justiça em Números 2024 – CNJ
Aponta que mais de 3,6 milhões de ações trabalhistas foram ajuizadas no Brasil em 2024.

📊 Dados do TST – 2024
Confirma que as principais demandas trabalhistas envolvem verbas rescisórias, FGTS e horas extras.

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